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Terapias vibracionais: onde o Reiki encontra espaço no cuidado integrativo

Foto do escritor: Vida Zen
Vida Zen
17 de ago. de 2023
4 min de leitura

Atualizado: 9 de set.

Durante muito tempo, falar em Reiki significava falar quase exclusivamente sobre energia.

Hoje, no Vida Zen, preferimos ampliar essa conversa.

O Reiki continua fazendo parte das práticas que utilizamos, mas não como uma técnica isolada ou como resposta para todos os problemas. Ele está inserido dentro de uma proposta mais ampla de cuidado, que chamamos de terapias vibracionais.

Para entender essa mudança, talvez seja necessário voltar um pouco e falar sobre o que é o Reiki, e também sobre aquilo que ele não pretende substituir.


De onde vem o Reiki?

O Reiki surgiu no Japão no início do século XX e está associado ao trabalho de Mikao Usui.

Dentro de sua tradição, parte-se da compreensão de uma energia vital presente nos seres vivos. A própria palavra Reiki costuma ser explicada a partir dos termos japoneses Rei e Ki, relacionados, respectivamente, à ideia de uma dimensão universal e de energia vital.

Durante uma sessão, o praticante posiciona as mãos sobre ou próximas ao corpo da pessoa, permanecendo alguns minutos em diferentes regiões.

Para quem observa de fora, parece que muito pouco está acontecendo.

E talvez essa seja justamente uma das características da experiência.

Não existe esforço físico. Não é preciso conversar o tempo inteiro. Não existe uma tarefa a cumprir.

Por alguns momentos, a pessoa simplesmente pode parar.


O que chamamos de terapias vibracionais?

No Vida Zen, utilizamos essa expressão para reunir práticas que trabalham, dentro de seus respectivos referenciais tradicionais e integrativos, com conceitos de energia, equilíbrio e harmonização.

O Reiki pode fazer parte desse cuidado.

Mas existe uma diferença importante na maneira como o compreendemos hoje.

Não buscamos utilizar uma prática isoladamente para explicar tudo aquilo que uma pessoa está vivendo.

Uma queixa de ansiedade, por exemplo, pode envolver aspectos emocionais, comportamentais, relacionais, profissionais, físicos e ambientais.

Uma dificuldade para dormir também pode ter inúmeras causas.

Uma dor persistente precisa ser compreendida dentro de seu contexto.

Por isso, nosso olhar não parte da ideia de que todos os sintomas são consequência de um suposto “bloqueio energético”.

O cuidado integrativo procura justamente ampliar o olhar sem reduzir a pessoa a uma única explicação.


Então, qual é o lugar do Reiki?

Para algumas pessoas, uma sessão de Reiki é vivenciada como um momento de relaxamento, silêncio e redução da tensão percebida.

Outras relatam sensações de calor, leveza, sonolência ou simplesmente uma sensação agradável de pausa.

E também existem pessoas que experimentam a prática de maneira diferente.

Não precisamos transformar cada uma dessas sensações em uma promessa terapêutica.

O Reiki pode ocupar um espaço de cuidado complementar, especialmente quando integrado a outras estratégias e respeitando aquilo que cada pessoa necessita naquele momento.

No Vida Zen, é dessa maneira que preferimos utilizá-lo.

Não como uma promessa de cura.

Mas como uma possibilidade dentro de um cuidado maior.


E o que a ciência diz?

Essa é uma pergunta importante, principalmente quando falamos de saúde.

Existem pesquisas investigando Reiki em diferentes contextos, inclusive relacionadas a relaxamento, ansiedade, dor e qualidade de vida. Alguns trabalhos encontram resultados favoráveis, mas a qualidade das evidências ainda é variável e existem limitações metodológicas importantes.

Por isso, não seria adequado afirmar que o Reiki trata doenças específicas ou que seus mecanismos energéticos foram comprovados cientificamente.

Isso não significa que a experiência de quem encontra benefício na prática precise ser desconsiderada.

Significa apenas separar duas coisas que podem conviver com respeito: a tradição da prática e aquilo que a ciência consegue demonstrar até o momento.

Essa distinção faz parte da maneira como entendemos saúde integrativa.


Integrativo não significa substituir

Talvez essa seja uma das diferenças mais importantes.

Uma prática integrativa não precisa competir com a medicina, a psicologia, a fisioterapia ou qualquer outro cuidado em saúde.

Ela pode complementar.

Quando existe uma condição que necessita de acompanhamento médico, ele deve ser realizado.

Quando existe sofrimento emocional que necessita de acompanhamento psicológico, a prática integrativa não substitui a psicoterapia.

E quando uma pessoa utiliza medicamentos prescritos, uma terapia complementar não deve ser motivo para interrompê-los sem orientação do profissional responsável.

Integrar é justamente reconhecer que diferentes recursos podem ocupar lugares diferentes no cuidado.


Nem tudo precisa ser uma promessa de cura

Existe uma pressão curiosa quando falamos sobre bem-estar.

Parece que toda prática precisa “resolver” alguma coisa.

Dormir melhor.

Eliminar a ansiedade.

Acabar com a dor.

Controlar o estresse.

Talvez possamos olhar de outra maneira.

Existem momentos em que aquilo de que precisamos é simplesmente diminuir o ritmo.

Ter um espaço de silêncio.

Perceber o corpo.

Sair por algum tempo da sequência de estímulos que acompanha nossos dias.

Uma sessão de Reiki pode proporcionar essa experiência para algumas pessoas.

E isso não precisa ser transformado em algo maior do que é para ter valor.


O cuidado acontece no conjunto

Essa talvez seja a principal mudança na maneira como trabalhamos com as práticas integrativas no Vida Zen.

Não pensamos mais em técnicas isoladas.

Pensamos na pessoa.

Em alguns momentos, uma prática vibracional pode fazer sentido. Em outros, técnicas corporais, respiratórias, meditativas ou recursos provenientes da Medicina Tradicional Chinesa podem ser mais adequados.

E existem situações em que o mais importante será encaminhar ou manter o acompanhamento com outro profissional de saúde.

O cuidado integrativo começa justamente nessa compreensão: nenhuma técnica precisa dar conta de tudo.

O Reiki continua tendo seu espaço dentro do Vida Zen.

Mas hoje ele faz parte de algo maior.

Um cuidado que procura integrar diferentes dimensões da experiência humana sem prometer aquilo que uma prática não pode garantir, e sem perder de vista que, por trás de qualquer técnica, existe uma pessoa que precisa ser escutada e compreendida.

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