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Você já percebeu como está respirando agora?

Foto do escritor: Vida Zen
Vida Zen
8 de set
3 min de leitura

Parece uma pergunta simples, mas quase nunca prestamos atenção nisso. A respiração acontece o tempo inteiro, sem que seja necessário pensar sobre ela. Ainda assim, ela muda conforme o que estamos vivendo.

Quando estamos tensos, preocupados, com pressa ou sobrecarregados, é comum que a respiração fique mais curta e superficial. Quando relaxamos, ela tende a encontrar outro ritmo.

É justamente aí que existe algo muito interessante: embora a respiração aconteça de forma automática, também podemos interferir conscientemente nela.

E o Yoga utiliza esse recurso há muito tempo.


Quando respirar deixa de ser apenas automático

No Yoga, as práticas respiratórias são conhecidas como pranayamas. Existem diferentes técnicas, com ritmos e objetivos distintos, mas todas partem de algo essencial: trazer consciência para a respiração.

Quando diminuímos o ritmo e respiramos de maneira confortável e consciente, ajudamos o organismo a sair daquele estado constante de alerta que tantas pessoas carregam ao longo do dia.

A respiração mais lenta pode favorecer a atuação do sistema nervoso parassimpático, relacionado aos processos de repouso, recuperação e regulação do organismo.

Na prática, é como comunicar ao corpo:

“Neste momento, eu posso diminuir o ritmo.”

Talvez seja por isso que alguns minutos respirando com atenção já sejam suficientes para perceber o corpo de outra maneira.

Não significa que os problemas desapareceram. Significa apenas que você criou um pequeno espaço entre aquilo que está acontecendo e a maneira como seu corpo responde a isso.


Três formas simples de experimentar

Você não precisa estar em uma aula de Yoga, usar uma roupa específica ou ter um tapete por perto. Algumas práticas podem ser feitas sentado, durante uma pausa no trabalho ou naquele momento em que você chega em casa e percebe que o dia ainda continua acontecendo dentro da sua cabeça.

1. Respiração abdominal

Sente-se confortavelmente e coloque uma das mãos sobre o abdômen.

Inspire devagar pelo nariz e perceba o movimento da barriga acompanhando a entrada do ar. Depois, solte o ar lentamente, sem fazer força.

Não tente respirar o máximo que conseguir. A ideia não é encher exageradamente os pulmões, mas encontrar uma respiração confortável e tranquila.

Experimente permanecer assim por dois ou três minutos, apenas acompanhando o movimento.

2. Respiração 4–7–8

Essa é uma técnica bastante conhecida de respiração ritmada.

Inspire pelo nariz contando mentalmente até quatro. Segure o ar contando até sete e, em seguida, solte lentamente pela boca contando até oito.

Faça poucas repetições, principalmente se estiver experimentando pela primeira vez.

E um detalhe importante: não transforme a respiração em mais uma obrigação. Se prender o ar causar desconforto, tontura ou ansiedade, interrompa a prática e volte a respirar normalmente.

3. Nadi Shodhana — respiração alternada

Essa é uma prática tradicional do Yoga realizada alternando a passagem do ar pelas narinas.

Feche suavemente a narina direita e inspire pela esquerda. Depois, feche a esquerda, libere a direita e expire. Inspire pela direita e faça o caminho contrário.

Continue alternando durante alguns ciclos, sempre sem pressa.

Mais importante do que executar a técnica de maneira perfeita é perceber o que acontece quando toda a sua atenção precisa permanecer em algo tão simples quanto inspirar e expirar.


Talvez a calma comece em coisas pequenas

Vivemos cercados de estímulos. Mensagens chegando, tarefas acumuladas, trânsito, compromissos, preocupações e aquela sensação frequente de que deveríamos estar fazendo alguma coisa.

Nesse cenário, parar por alguns minutos pode parecer pouco.

Mas talvez não seja.

Prestar atenção à respiração é também uma maneira de voltar para o corpo e para o momento presente. Aos poucos, essa percepção pode ajudar a reconhecer tensão, ansiedade e agitação antes que elas simplesmente conduzam nossas reações.

Não se trata de respirar fundo e esperar que tudo fique bem.

Trata-se de aprender a perceber o próprio estado e descobrir recursos para atravessar determinados momentos com um pouco mais de consciência.


Experimente agora

Antes de continuar o seu dia, faça uma pequena experiência.

Solte os ombros.

Desencoste a língua do céu da boca.

Respire pelo nariz sem tentar mudar nada.

Depois, faça uma inspiração um pouco mais lenta e solte o ar sem pressa.

Repita algumas vezes.

Talvez você não precise sentir nada extraordinário.

Às vezes, cuidar começa justamente assim: percebendo como estamos, antes de continuar correndo para a próxima coisa.

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